ESCOLA_________________________________________
Professor: Gilberto Fernandes Turma_______ Data__________Aluno_________________________ nota________
Linda de morrer
O pai resolveu abrir uma funerária.
– Tem muita gente morrendo. É negócio de futuro!
Ao que a mãe acrescentou:
– Gente que nunca morreu tá morrendo...
O filho perdeu a paciência.
– Dá pra parar com as piadinhas sem graça? Abrir um negócio não é brincadeira não.
O pai sorriu condescendente. Sabia que o filho estava bem-intencionado. Mas é que o rapaz tinha acabado de concluir um desses MBAs da vida, e só conseguia raciocinar em termos mercadológicos.
– Calma, filho. Você só fala de critérios, métodos, empredorismo... não sei nem falar esse troço.
– Empreendedorismo, pai.
– Pois é. Estou querendo pôr o nome de “Funerária Vai com Deus.”
– Pelo amor de Deus!
– Também é bom, mas “Vai com Deus” é melhor.
– Não, pai, pelo amor de Deus, não põe um nome desses!
E olhou ansioso pra mãe, pedindo socorro. A mãe nem tchum.
– Acho que é um nome interessante, filho. Diferente. Ousado.
O pai emendou:
– Imaginem só o slogan: “Na hora de morrer, “Vai com Deus”.
A mãe soltou uma gargalhada.
– Vocês dois parem com isso! – o filho já estava vermelho. – Que coisa mórbida!
Vamos pensar com um mínimo de...
– Emprendee...dorimos...
– Do... rimos!
– Doritos!
– Empreendedorismo! – o filho berrou.
– Ah é. Quer ver outro nome bom? Funerária Sete Palmos...
– Passagem de Ida! – a mãe entrou na tabela.
– Último Adeus! – o pai emendou.
Agora os dois já riam solto. O filho olhando pro chão, besta. Já estava calculando os prejuízos.
O pai não parava.
– “Funerária Último Adeus: uma empresa linda de morrer”,
– Uma empresa linda de morrer! – a mãe repetiu, saboreando cada palavra.
– Linda de morrer... – o filho repetiu, mordendo as palavras. – Nem Freud explica vocês dois...
– Engano seu, filho. Você sabia que o Freud era fanático por humor negro? Ele adorava o anúncio de uma funerária americana que falava assim: “Pra que viver, se você pode ser enterrado por dez dólares?”
– Sensacional! – a mãe já batia as mãos na mesa, de tanto rir.
– E lembra aquele cemitério que tinha um slogan assim: “Se você não pode saber quando, saiba pelo menos onde”. Dessa vez, até o filho deixou escapar uma risada:
– É verdade. Essa propaganda eu lembro. Engraçado, na época eu achei esse slogan muito bom. É claro que eu ainda não tinha conhecimentos de...
– Perdedorismo...
– Predadorismo...
O filho saiu batendo os pés, resmungando para si mesmo: posicionamento, agregação, downsizing, rightsizing e, acima de tudo, empreendedorismo. Seu pai nunca ia mesmo dar conta daquelas palavras lindas de morrer.
CUNHA, Leo. Manual de Desculpas Esfarrapadas. São Paulo: FTD, 2004. p. 75-77.
CARACTERIZANDO A NARRAÇÃO
Vamos tratar das várias possibilidades de organizar as informações de um texto e começar a caracterizar cada um dos tipos textuais, que podem ocorrer nos vários gêneros.
1) Qual é a característica principal deste?
2) Que recurso o autor usa para dar agilidade ao caso?
3) Qual é o gênero deste texto, na opinião de vocês?
2) Que recurso o autor usa para dar agilidade ao caso?
3) Qual é o gênero deste texto, na opinião de vocês?
4) O texto deve ser classificado em: a) conto b) crônica c) descrição d) dissertação e) n.d.a
5) Com princípio, meio e fim, ela se desenrola no tempo, com mudanças de situação das personagens tudo apresentado por um narrador. Nesta crônica, (que é essencialmente uma narração) cada frase constitui um novo momento da história. Cada ato ou frase é conseqüência do que vem antes. Qual o tipo de narrador?
a) onisciente b) observador c) personagem d) inexistente e) onipotente
6) O tempo predominante na narrativa é cronológico ou psicológico. Justifique:
7) Em que consiste no texto o enredo?
8) Em que consiste no texto a apresentação?
9) Em que consiste no texto a complicação?
10) Em que consiste no texto o clímax?
10) Em que consiste no texto o clímax?
11) Em que consiste no texto o desfecho?
Em literatura, o termo designa a ideia de que aquilo que é narrado se assemelha à realidade
12) Em que consiste no texto a verossimilhança?
Para aristoteles a mimesis, é a representação da natureza. Contudo, para Platão toda a criação era uma imitação, até mesmo a criação do mundo era uma imitação da natureza verdadeira
Para aristoteles a mimesis, é a representação da natureza. Contudo, para Platão toda a criação era uma imitação, até mesmo a criação do mundo era uma imitação da natureza verdadeira
Diegesis não é a representação do real através da arte, mas a encenação,
13) Em que consiste no texto a mimesis?
14) O espaço no texto é apresentado de que maneira?
14) O espaço no texto é apresentado de que maneira?
15) Escreve um pequeno texto a partir da metáfora: A grama do vizinho é sempre mais verde que a minha.

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