sexta-feira, 17 de julho de 2015

Música O buraco Arnaldo Antunes

O buraco

Arnaldo Antunes 

o buraco ensina a caber
a semente ensina a não caber em si
a terra sabe receber
a caveira ri
o céu ensina a tudo caber
o corpo cabe
a terra sabe receber
o cadáver

corpo enterrado
sobre corpo enterrado
adubando o chão
a morrer
ninguém foi ensinado
e todos morrerão

a chuva ensina a chorar
o tempo ensina a parar de chover
a terra sabe receber
a chuva
o buraco ensina tudo a acabar
no fundo
a terra sabe receber
o defunto

corpo enterrado
sobre corpo enterrado
adubando o chão
a morrer
ninguém foi ensinado
e todos morrerão


© Melody Nelson Publishing 

66739004, “O Silêncio”, Arnaldo Antunes, BMG, 1995

O buraco
Ouça a música
em O silêncio, 1996 ï¿½udio

quarta-feira, 2 de abril de 2014

POEMA MUSICADO

MARIA BETHANIA
Quem Me Leva Os Meus Fantasmas
                                                                                Compositor: Pedro Abrunhosa              Interprete: Maria Bethania

1De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado

De que serve ter a chave
Se a porta está aberta
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?
9Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos
Em sonhos gigantes
E a cidade vazia
Da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto
20Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas? (pulou)
Quem me leva os meus fantasmas? (...)
Quem me salva desta espada? (...)
 E me diz onde é a estrada. (...)

27Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam
Em que homens negavam
O que outros erguiam
E eu bebia da vida em goles pequenos
Tropeçava no riso, abraçava de menos
33De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta

40Quem leva os meus fantasmas?   (...)

ASSINALE OU RESPONDA ADEQUADAMENTE
1.Você classifica o texto acima em sua tipologia como
a)poema simplesmente
b) prosa poética
c)poesia simplesmente
d) narração

2. O titulo tem alguma relação com o texto poético?
a) sim
b) não
c) talvez
d) não sei

3. Em relação a estrutura do texto, respectivamente:
a) 5 estrofes e 46 versos
b) 5 estrofes e 40 versos
c) 6 estrofes e 46 versos
d) 46 estrofes e 6 versos

4. Como chamamos o conjunto em negrito?
a)poesia
b) conjunto
c) verso
d) estrofe

5. Uma boa poesia sempre tem os elementos:
a) verso, estrofe, som, linguagem informal.
b) verso, estrofe, rimas, linguagem formal.
c) verso, estrofe, rimas, linguagem figurada.
d) estrofe, linhas, rimas, linguagem figurada.

6. Qual a classe gramatical das palavras em Negrito e Itálico na 1ª estrofe?
a) verso, estrofe, som, linguagem informal.
b) verso, estrofe, rimas, linguagem formal.
c) verso, estrofe, rimas, linguagem figurada.
d) estrofe, linhas, rimas, linguagem figurada.

7. Apresente as palavras que rimam na 2ª  estrofe.

__________________________________________


8. A classe gramatical das palavras grifadas na 4ª estrofe.____________________________________

9. Como você explicaria o título do texto?

____________________________________________

10. Que outro título você daria ao texto.

____________________________________________

11. Escreva no verso da folha um poema, ou poesia tema livre, com no mínimo 2 estrofes e + de 8 versos.
                                       
                                                                                                                              BE HAPPY!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

FERNANDO PESSOA O AMOR ATV

COLEGIO ESTADUAL MONTE PASCOAL
STUDANTE
PROF.
LPLB - ATIVIDADE AVALIATIVA       FORMA -A     POINTS 10,00
LEIA O POEMA                    O Amor

1.      O amor, quando se revela,
2.      Não se sabe revelar.
3.      Sabe bem olhar para ela,
4.      Mas não lhe sabe falar.

5.      Quem quer dizer o que sente
6.      Não sabe o que há a dizer.
7.      Fala: parece que mente,
8.      Cala: parece esquecer ,

9.      Ah, mas se ela adivinhasse,
10.  Se pudesse ouvir o olhar,
11.  E se um olhar lhe bastasse
12.  Para saber que a estão a amar!

13.  Mas quem sente muito, cala;
14.  Quem quer dizer quanto sente
15.  Fica sem alma nem fala,
16.  Fica só, inteiramente!

17.  Mas se isto puder contar-lhe
18.  O que não lhe ouso contar,
19.  Já não terei que falar-lhe
20.  Porque lhe estou a falar..
Fernando Pessoa
1.      Melhor tema para o poema: (0,5)
     A - O sentimento que pouco se deixa revelar   B – O amor                         C – um louco              D – a revelação

2.      Esquema de rimas: (0,5)
      A - AABB        B - ABCD        C - ABAB         D - BBAA

3.      O  eu lírico é predominantemente: (0,5)
A – feminino       B – indefinido       C – masculino       D – NDA

4.      Numero de estrofes e versos respectivamente: (0,5)
      A – 5 - 21       B – 20 - 5        C – 21 - 5         D – 5 – 20

5.      O eu lírico se sente: (1,0)
     A – inseguro para falar do seu sentimento           B - feliz   
     C – apaixonado e seguro                   D –Encorajado pelo amor

6.      A estrofe que traz a quantidade certa de verbos: (1,0)
A – 1-4  [8]        B -  5-8  [12]      C -    9-12 [9]     D – 13-16 [9]

7.      Assinale os versos que não trazem pronomes: (1,0)
A – 1 e 4              B -  5 e 7            C - 8 e 16        D – 18 e 20

8.      Assinale os versos que trazem advérbios: (1,0)
A – 1 e 4        B -  5 e 7          C -    8 e 16          D – 16 e 19

1. [    ]  2. [    ]   3. [    ]   4. [    ]   5. [    ]   6. [    ]   7. [    ] 8. [    ]

Escreva aqui o poema escolhido a partir da leitura do livro.
9      Apresente os seguintes aspectos no poema escolhido.(2,5)

9.1  Tema____________________________________________
9.2  Esquema de rimas_________________________________
9.3  Estrofes e versos___________________________________
9.4  Palavras chave_____________________________________
9.5  Sentimentos do eu-lírico_____________________________
_________________________________________________
9.6  Sentimentos do leitor______________________________
___________________________________________________
9.7  Para quem você indica o poema escolhido?
________________________________________________

10. Escreva um HAICAI no verso da folha usando algumas das palavras: amor, ódio, paixão, tedio, sonho, felicidade, infelicidade, obsessão, homem, mulher, desejo, fantasia. (1,5)
A educação tem sido travada, como uma Guerra: o professor LUTA tentando ensinar e Aluno LUTA tentando impedir.


segunda-feira, 19 de março de 2012

A assembleia dos ratos - exercicio e video

VEJA O VIDEO NARRANDO O TEXTO     http://youtu.be/mXdaru244V8
ESCOLA:_________________________
DATA : __________ TURNO ____________
SÉRIE________
ORIENTADOR: Gilberto Fernandes    ALUNO (A) :

A ASSEMBLÉIA DOS RATOS

Fábulas e histórias diversas. São Paulo, Brasiliense, 1947, p. 35.
Monteiro Lobato

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem animo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.
Tornando-se muito sério o caso. Resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos á lua.
-         Acho, disse um deles, que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim  que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.
Palmas e bravos saudaram  a luminosa idéia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra um rato casmurro, que pediu a palavra e disse:
Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?
Silencio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo.
Todos, porque não tinha coragem. E assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.
Dizer é fácil; fazer é que são elas!


1.      RESPONDA:


A)    O NARRADOR PARTICIPA DA HISTORIA OU NÃO. QUE NARRADOR TEMOS ENTAO?
B)    QUAL É O ASSUNTO DO TEXTO?
C)    QUEM É O PERSONAGEM PRINCIPAL:
D)    E OS SECUNDARIOS?
E)    QUAL É A MORAL DO TEXTO?

 F)     O QUE ELA SIGNIFICA?
G)    ESSE TEXTO É UMA FABULA. POR QUE?

H)    SE VOCE FOSSE O RATINHO CORAJOSO O QUE FARIA?
I)      VOCE GOSTOU DO FINAL DO TEXTO? POR QUE?

2.     REESCREVA DE FORMA RESUMIDO O ENREDO DO TEXTO:

3.   REESCREVA O TEXTO EM FORMA DE POEMA COM 3 ESTROFES DE 3 VERSOS CADA ESTROFE NO VERSO DESSA FOLHA.

domingo, 18 de março de 2012

TEXTO LINDA DE MORRER COM EXERCICIO

ENTENDA SOBRE A TEORIA MIMETICA NESTE VIDEO - http://youtu.be/G3Oro1bPf1Q

ESCOLA_________________________________________
Professor:  Gilberto Fernandes          Turma_______ Data__________Aluno_________________________ nota________

Linda de morrer
O pai resolveu abrir uma funerária.
– Tem muita gente morrendo. É negócio de futuro!
Ao que a mãe acrescentou:
– Gente que nunca morreu tá morrendo...
O filho perdeu a paciência.
– Dá pra parar com as piadinhas sem graça? Abrir um negócio não é brincadeira não.
O pai sorriu condescendente. Sabia que o filho estava bem-intencionado. Mas é que o rapaz tinha acabado de concluir um desses MBAs da vida, e só conseguia raciocinar em termos mercadológicos.
– Calma, filho. Você só fala de critérios, métodos, empredorismo... não sei nem falar esse troço.
– Empreendedorismo, pai.
– Pois é. Estou querendo pôr o nome de “Funerária Vai com Deus.”
– Pelo amor de Deus!
– Também é bom, mas “Vai com Deus” é melhor.
– Não, pai, pelo amor de Deus, não põe um nome desses!
E olhou ansioso pra mãe, pedindo socorro. A mãe nem tchum.
– Acho que é um nome interessante, filho. Diferente. Ousado.
O pai emendou:
– Imaginem só o slogan: “Na hora de morrer, “Vai com Deus”.
A mãe soltou uma gargalhada.
– Vocês dois parem com isso! – o filho já estava vermelho. – Que coisa mórbida!
Vamos pensar com um mínimo de...
– Emprendee...dorimos...
– Do... rimos!
– Doritos!
– Empreendedorismo! – o filho berrou.
– Ah é. Quer ver outro nome bom? Funerária Sete Palmos...
– Passagem de Ida! – a mãe entrou na tabela.
– Último Adeus! – o pai emendou.
Agora os dois já riam solto. O filho olhando pro chão, besta. Já estava calculando os prejuízos.
O pai não parava.
– “Funerária Último Adeus: uma empresa linda de morrer”,
– Uma empresa linda de morrer! – a mãe repetiu, saboreando cada palavra.
– Linda de morrer... – o filho repetiu, mordendo as palavras. – Nem Freud explica vocês dois...
– Engano seu, filho. Você sabia que o Freud era fanático por humor negro? Ele adorava o anúncio de uma funerária americana que falava assim: “Pra que viver, se você pode ser enterrado por dez dólares?”
– Sensacional! – a mãe já batia as mãos na mesa, de tanto rir.
– E lembra aquele cemitério que tinha um slogan assim: “Se você não pode saber quando, saiba pelo menos onde”. Dessa vez, até o filho deixou escapar uma risada:
– É verdade. Essa propaganda eu lembro. Engraçado, na época eu achei esse slogan muito bom. É claro que eu ainda não tinha conhecimentos de...
– Perdedorismo...
– Predadorismo...
O filho saiu batendo os pés, resmungando para si mesmo: posicionamento, agregação, downsizing, rightsizing e, acima de tudo, empreendedorismo. Seu pai nunca ia mesmo dar conta daquelas palavras lindas de morrer.

CUNHA, Leo. Manual de Desculpas Esfarrapadas. São Paulo: FTD, 2004. p. 75-77.

CARACTERIZANDO A NARRAÇÃO

Vamos tratar das várias possibilidades de organizar as informações de um texto e começar a caracterizar cada um dos tipos textuais, que podem ocorrer nos vários gêneros.

1) Qual é a característica principal deste?
2) Que recurso o autor usa para dar agilidade ao caso?
3) Qual é o gênero deste texto, na opinião de vocês?
4) O texto deve ser classificado em: a) conto   b) crônica  c) descrição  d) dissertação   e) n.d.a

5) Com princípio, meio e fim, ela se desenrola no tempo, com mudanças de situação das personagens tudo apresentado por um narrador. Nesta crônica, (que é essencialmente uma narração) cada frase constitui um novo momento da história. Cada ato ou frase é conseqüência do que vem antes. Qual o tipo de narrador?

a) onisciente   b) observador   c) personagem  d) inexistente e) onipotente

6) O tempo predominante na narrativa é cronológico ou psicológico. Justifique:

7) Em que consiste no texto o enredo?
8) Em que consiste no texto a apresentação?
9) Em que consiste no texto a complicação?
10) Em que consiste no texto o clímax?
11) Em que consiste no texto o desfecho?
Em literatura, o termo designa a ideia de que aquilo que é narrado se assemelha à realidade

12) Em que consiste no texto a verossimilhança?

Para aristoteles a mimesis, é a representação da natureza. Contudo, para Platão toda a criação era uma imitação, até mesmo a criação do mundo era uma imitação da natureza verdadeira
Diegesis não é a representação do real através da arte, mas a encenação,

13) Em que consiste no texto a mimesis?
14) O espaço no texto é apresentado de que maneira?
15) Escreve um pequeno texto a partir da metáfora: A grama do vizinho é sempre mais verde que a minha.