segunda-feira, 19 de março de 2012

A assembleia dos ratos - exercicio e video

VEJA O VIDEO NARRANDO O TEXTO     http://youtu.be/mXdaru244V8
ESCOLA:_________________________
DATA : __________ TURNO ____________
SÉRIE________
ORIENTADOR: Gilberto Fernandes    ALUNO (A) :

A ASSEMBLÉIA DOS RATOS

Fábulas e histórias diversas. São Paulo, Brasiliense, 1947, p. 35.
Monteiro Lobato

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem animo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.
Tornando-se muito sério o caso. Resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos á lua.
-         Acho, disse um deles, que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim  que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.
Palmas e bravos saudaram  a luminosa idéia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra um rato casmurro, que pediu a palavra e disse:
Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?
Silencio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo.
Todos, porque não tinha coragem. E assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.
Dizer é fácil; fazer é que são elas!


1.      RESPONDA:


A)    O NARRADOR PARTICIPA DA HISTORIA OU NÃO. QUE NARRADOR TEMOS ENTAO?
B)    QUAL É O ASSUNTO DO TEXTO?
C)    QUEM É O PERSONAGEM PRINCIPAL:
D)    E OS SECUNDARIOS?
E)    QUAL É A MORAL DO TEXTO?

 F)     O QUE ELA SIGNIFICA?
G)    ESSE TEXTO É UMA FABULA. POR QUE?

H)    SE VOCE FOSSE O RATINHO CORAJOSO O QUE FARIA?
I)      VOCE GOSTOU DO FINAL DO TEXTO? POR QUE?

2.     REESCREVA DE FORMA RESUMIDO O ENREDO DO TEXTO:

3.   REESCREVA O TEXTO EM FORMA DE POEMA COM 3 ESTROFES DE 3 VERSOS CADA ESTROFE NO VERSO DESSA FOLHA.

domingo, 18 de março de 2012

TEXTO LINDA DE MORRER COM EXERCICIO

ENTENDA SOBRE A TEORIA MIMETICA NESTE VIDEO - http://youtu.be/G3Oro1bPf1Q

ESCOLA_________________________________________
Professor:  Gilberto Fernandes          Turma_______ Data__________Aluno_________________________ nota________

Linda de morrer
O pai resolveu abrir uma funerária.
– Tem muita gente morrendo. É negócio de futuro!
Ao que a mãe acrescentou:
– Gente que nunca morreu tá morrendo...
O filho perdeu a paciência.
– Dá pra parar com as piadinhas sem graça? Abrir um negócio não é brincadeira não.
O pai sorriu condescendente. Sabia que o filho estava bem-intencionado. Mas é que o rapaz tinha acabado de concluir um desses MBAs da vida, e só conseguia raciocinar em termos mercadológicos.
– Calma, filho. Você só fala de critérios, métodos, empredorismo... não sei nem falar esse troço.
– Empreendedorismo, pai.
– Pois é. Estou querendo pôr o nome de “Funerária Vai com Deus.”
– Pelo amor de Deus!
– Também é bom, mas “Vai com Deus” é melhor.
– Não, pai, pelo amor de Deus, não põe um nome desses!
E olhou ansioso pra mãe, pedindo socorro. A mãe nem tchum.
– Acho que é um nome interessante, filho. Diferente. Ousado.
O pai emendou:
– Imaginem só o slogan: “Na hora de morrer, “Vai com Deus”.
A mãe soltou uma gargalhada.
– Vocês dois parem com isso! – o filho já estava vermelho. – Que coisa mórbida!
Vamos pensar com um mínimo de...
– Emprendee...dorimos...
– Do... rimos!
– Doritos!
– Empreendedorismo! – o filho berrou.
– Ah é. Quer ver outro nome bom? Funerária Sete Palmos...
– Passagem de Ida! – a mãe entrou na tabela.
– Último Adeus! – o pai emendou.
Agora os dois já riam solto. O filho olhando pro chão, besta. Já estava calculando os prejuízos.
O pai não parava.
– “Funerária Último Adeus: uma empresa linda de morrer”,
– Uma empresa linda de morrer! – a mãe repetiu, saboreando cada palavra.
– Linda de morrer... – o filho repetiu, mordendo as palavras. – Nem Freud explica vocês dois...
– Engano seu, filho. Você sabia que o Freud era fanático por humor negro? Ele adorava o anúncio de uma funerária americana que falava assim: “Pra que viver, se você pode ser enterrado por dez dólares?”
– Sensacional! – a mãe já batia as mãos na mesa, de tanto rir.
– E lembra aquele cemitério que tinha um slogan assim: “Se você não pode saber quando, saiba pelo menos onde”. Dessa vez, até o filho deixou escapar uma risada:
– É verdade. Essa propaganda eu lembro. Engraçado, na época eu achei esse slogan muito bom. É claro que eu ainda não tinha conhecimentos de...
– Perdedorismo...
– Predadorismo...
O filho saiu batendo os pés, resmungando para si mesmo: posicionamento, agregação, downsizing, rightsizing e, acima de tudo, empreendedorismo. Seu pai nunca ia mesmo dar conta daquelas palavras lindas de morrer.

CUNHA, Leo. Manual de Desculpas Esfarrapadas. São Paulo: FTD, 2004. p. 75-77.

CARACTERIZANDO A NARRAÇÃO

Vamos tratar das várias possibilidades de organizar as informações de um texto e começar a caracterizar cada um dos tipos textuais, que podem ocorrer nos vários gêneros.

1) Qual é a característica principal deste?
2) Que recurso o autor usa para dar agilidade ao caso?
3) Qual é o gênero deste texto, na opinião de vocês?
4) O texto deve ser classificado em: a) conto   b) crônica  c) descrição  d) dissertação   e) n.d.a

5) Com princípio, meio e fim, ela se desenrola no tempo, com mudanças de situação das personagens tudo apresentado por um narrador. Nesta crônica, (que é essencialmente uma narração) cada frase constitui um novo momento da história. Cada ato ou frase é conseqüência do que vem antes. Qual o tipo de narrador?

a) onisciente   b) observador   c) personagem  d) inexistente e) onipotente

6) O tempo predominante na narrativa é cronológico ou psicológico. Justifique:

7) Em que consiste no texto o enredo?
8) Em que consiste no texto a apresentação?
9) Em que consiste no texto a complicação?
10) Em que consiste no texto o clímax?
11) Em que consiste no texto o desfecho?
Em literatura, o termo designa a ideia de que aquilo que é narrado se assemelha à realidade

12) Em que consiste no texto a verossimilhança?

Para aristoteles a mimesis, é a representação da natureza. Contudo, para Platão toda a criação era uma imitação, até mesmo a criação do mundo era uma imitação da natureza verdadeira
Diegesis não é a representação do real através da arte, mas a encenação,

13) Em que consiste no texto a mimesis?
14) O espaço no texto é apresentado de que maneira?
15) Escreve um pequeno texto a partir da metáfora: A grama do vizinho é sempre mais verde que a minha.